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Hoje li alguns posts da Thais, do blog Hoje eu não comprei – muito indicado por sinal. Depois, o post da Paula, do blog Sweetest Person, sobre a nossa saúde financeira diante dos blogs que falam sobre produtos – achei um ótimo assunto e quis abordar o meu ponto de vista aqui também. Podemos ter o que queremos ou precisamos para estar bonitas e, ao mesmo tempo, estar de bem com a conta bancária?

Percebi que eu gosto de assuntos sobre finanças pessoais porque é algo que deveria estar no interesse de todo mundo que trabalha. Eu trabalho e recebo todo mês uma quantia razoável – considerando que trabalho em casa (mas tanto quanto alguém que trabalha em escritório) e por isso ainda não tenho gastos de moradia e condução trabalho-casa. Essa quantia permite que eu cubra meus gastos de saídas, roupas, farmácia, utensílios para casa, agrados para pessoas queridas, além da maquiagem e cosméticos – que, como quem me conhece sabe, adoro e todo mês reponho ou compro algo novo. E agora até mesmo para resenhar no blog e indicar – ou não. Mesmo assim, consigo guardar uma quantia por mês, mas ainda não invisto e só deixo na conta corrente/poupança para render um pouquinho – quase insignificante, convenhamos.

Quanto à maquiagem, eu não acho que eu precise de mais itens – embora haja um universo de produtos que, obviamente, eu compraria. Se não é para repor itens que eu tenho hoje, compro simplesmente porque é meu desejo ter aquilo. E claro: sempre vario os produtos, marcas, para testar e ver qual é a melhor opção para a minha pele e estilo de vida. Por isso sempre apareço com resenha de produtos e dicas de compras por aqui.

Quanto à roupas, invisto menos que cosméticos – mas hoje roupas boas custam caro. Eu lembro quando pagava feliz cerca de R$40 reais por uma calça jeans que durava muito tempo. Hoje, não acho a peça (de boa qualidade) por menos de R$80 reais. É o dobro de uns 10 anos atrás. Isso é só um exemplo, porque no Brasil tudo que envolve vestimenta e produção pessoal é relativamente caro. Quando vemos, uma compra de duas ou três peças básicas já resultou em uma conta de mais de 150 reais. É como esta semana: fui comprar três conjuntos de calcinha e sutiã, e todos com preços baixos considerando a qualidade (da marca Valfrance) – cerca de 50 reais cada conjunto. No final das contas, deu R$150. Isso só por lingerie! Outro dia comprei um sutiã de alta qualidade, da Liz, paguei só por ele R$80 reais. Porém, eu uso muito ele justamente pelo conforto – e até minha avó dizia que é essencial investir em peças íntimas devido ao nosso conforto. Enfim, toda a vestimenta da mulher é cara.

É quase que obrigação uma mulher se cuidar e estar bem vestida quando trabalha e é ativa. Hoje gastamos mais as peças e cosméticos porque saímos mais; a maioria das mulheres hoje não ficam em casa o tempo todo. Se considerar todo o guarda-roupa e o cuidado pessoal – que inclui maquiagens e cosméticos em geral, como shampoo, condicionador, cremes para cabelo e pele, depilação, unhas, salão de beleza, etc, etc, etc – de uma mulher que trabalha em empresas (e muitas vezes em bom cargo), se diverte e namora, os gastos mensais chegar ao valor do atual salário mínimo – de R$510. Vejo por algumas contas mensais minhas.

Lembro-me de quando eu estava desempregada – por isso, bancada pelos pais – e o quanto eu queria cuidar mais de mim, mas não podia. Porém, eu confesso que me virava mais para gastar menos e até conseguia. Só que, comparar minha satisfação pessoal e até mesmo a aparência daquela época e hoje, é quase covardia. Por isso não me arrependo de gastar – ou investir – nas coisas que consumo e visto hoje. Só que é preciso ter cuidado para não se perder nos desejos e “necessidades” e esquecer do futuro. Tudo é caro hoje em dia, por isso temos que saber escolher o melhor em custo-benefício.

Li o livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, também lido por muitas meninas, e achei a personagem um completo exagero. Ela é uma jornalista de finanças que é hiper consumista. Tão consumista, que a achei até fútil demais – como comprar um echarpe que custa centenas de libras. Além de justificar todos os gastos exagerados com argumentos que todas nós, mulheres, conhecemos. Devo não ter gostado por não querer me tornar uma pessoa exagerada assim. Ou por enxergar, estando de fora, alguém consumista. Confesso também que tento justificar vários de meus gastos, o que não devo fazer porque é preciso assumir: comprei isso porque eu quis, não porque preciso. Qual o pecado nisso se não afeta minha finança pessoal? Não tem problema – até começar a afetar meus planos que envolvem um certo investimento. E quando se tem um plano – como comprar um carro ou casar -, a economia nos gastos supérfluos é necessária, mas podemos não enxergar isso, achando que o dinheiro extra vai cair do céu e continuamos gastando.

O fato é que hoje, com a internet e os milhares de blogs de beleza que indicam vários produtos, roupas, etc, podemos descobrir em nós um consumismo não existente antes. Há até mesmo vídeos de mulheres compartilhando o que elas têm de maquiagem, e vemos que muitas delas tem uma estante inteira de produtos – que até vencerão sem que elas usem eles por inteiro. Tudo bem, muitas delas tem isso como hobbie e colecionam, mas não precisamos – definitivamente – ter tudo isso também. Por isso eu aconselho: se monitore. Eu tento me monitorar, porque adoro comprar sempre – mas não a ponto de gastar o valor guardado em cada mês ou de ficar negativada no banco.

Se monitorar assim: eu preciso disso, portanto vou procurar um produto de melhor custo-benefício para este fim. Pesquise sempre antes de comprar qualquer coisa. Analise opiniões parecidas com as suas e, se for maquiagem ou cosméticos, considere mais as opiniões de alguém com pele com as mesmas características que a sua. Siga um blog que indica produtos para pele ou maquiagem de alguém parecida nestes quesitos com você. Digo isso porque, na maioria das vezes, um produto que deu certo em minha pele (mista) pode não ter o mesmo bom resultado em alguém com pele seca ou bastante oleosa. Daí, o que saiu perfeito para mim quanto a custo-benefício, pode ser inútil para você.

Por exemplo, procuro uma base que não deixe minha pele oleosa e por isso pago um pouco mais; se você tem pele normal não precisa dessa função em um produto, pode encontrar um bem mais barato e com ótimo resultado em você – que, novamente em contrapartida, ficaria péssimo em mim.

Se você tem um dinheiro extra, não está economizando e apenas deseja algo, aí tudo bem. Outra coisa: se você seguir todas as indicações que eu der nos posts, não conseguir comprar o que indico e paguei menos de 30 reais em site estrangeiro, e pagar uns 70 reais aqui no Brasil por tal produto, não está seguindo o meu conselho. Eu procuro sempre analisar o custo-benefício do que eu paguei e claro: para o meu tipo de pele, estilo de vida e gosto pessoal – como já comentei.

A minha função no blog é falar “de mulher pra mulher” – por isso o nome Mulherando – e indicar produtos, compras, novidades. Isso não quer dizer que vocês tenham que ter tudo isso e que o que foi bom para mim será para vocês também. Cada uma deve analisar o que precisa ou quer para considerar comprar o que eu comprei. Quando posto uma resenha, não quero que vocês comprem só porque eu gostei e, com isso, passe uma errônea mensagem de “você tem que ter isso”, mas para ajudar aquelas com a mesma necessidade ou desejo que eu.

Postei esse texto enorme até mesmo para eu refletir mais sobre o assunto e compartilhá-lo com vocês. E claro: comentem o caso de vocês e o que pensam sobre tudo isso. Afinal, fiz o blog também para gerar discussões e, essencialmente, compartilhar experiências. 🙂