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#redlipsday2016 Mulherando

Esse post é uma participação no #redlipsday2016 sobre “A beleza de fugir dos padrões e ser feliz com suas escolhas” – campanha da Mulher Vitrola -, e achei muito pertinente contar minhas experiências aqui.

Eu não era de me aceitar como hoje. E tenho ainda muito a melhorar. Já perdi a conta de quantas vezes me peguei pensando em alisar o cabelo (o que já fiz e muito), ou que preciso emagrecer para ir a um evento, praia, voltar a vestir M, etc.

Mas paro e reflito: você realmente quer isso pra você ou para tentar ser aceita?

Essa é a pergunta que faço pra você também, leitora, sobre as coisas da sua natureza que você quer mudar.

Nesses meus quase 30 anos, já ouvi diversas frases que tinham o intuito de me fazer quem eu não sou fisicamente:

“Faz ela tirar o batom vermelho. Isso é coisa de puta.”
(Aos 14 anos usando meu primeiro batom vermelho ouvi essa frase de um parente falando de mim, enquanto estava escondida no outro cômodo.)

“Seu cabelo é Bombril.”

“O cabelo da Fulana é ruim.”

“Passe esse produto pra tirar o volume do seu cabelo.”

“Por que você não faz relaxamento ou progressiva?”

“Você fica melhor de cabelo liso.”

“Nossa, cortou seu cabelo curto! Bom, ainda bem que cabelo cresce.”

“Faz uma escova para a festa X.”

“Cabelo crespo ou cacheado não é formal.”

“Usa uma cinta modeladora com o vestido.”

“Você engordou, né?”

“Você é tão nova pra estar gorda.”

“Você tinha um corpo bonito.”

“Quando você engravidar vai ficar enorme, né?”

“Você emagreceu. Está mais bonita.”

“Você cozinha bem, por isso está gorda.”

Sério. Já ouvi pelo menos uma vez cada uma dessas frases.

É assim com toda mulher – TODA – que não se encaixa nesse padrão bela-recatada-e-do-lar – e ser “bela”, para muitas pessoas, é estar magra, de cabelo liso, sem pelo algum pelo corpo nunca, maquiada e intacta 24 horas por dia.

(Você, mulher fora desse padrão, vai poder relatar aí no comentário se já não ouviu pelo menos uma frase dessas acima.)

Se a gente ligar toda vez para o que dizem, nos tornando a tal bela-recatada-e-do-lar, ganhamos exatamente o quê com isso?

Só assédio de todas as formas e mais machismo, coisas com as quais já sofremos bastante, por sinal.

O saldo em mudar pelos outros nunca será positivo.

No máximo, fará com que fique satisfeita por ter emagrecido, estar de cabelo liso e ser considerada “mulher que se respeita”. Só alimentará um ego superficial. Mas apenas temporariamente, até chegar na velhice, quando você não se aceitará naturalmente porque foi condicionada a não se aceitar fora do que é considerado belo.

E você, que já falou de forma direta ou indireta para uma pessoa mudar sua aparência: você é quem tem que mudar. Você é, no mínimo, covarde e preconceituoso(a). Reflita e desconstrua-se!

E você, se já ouviu e ouve as frases que citei na lista, ou outras que não estão nela, seja você por inteira! Estou contigo e não abro! 🙂

  • Deixe seu cabelo natural vir ao mundo, se isso é o que VOCÊ (sem influência de ninguém mais) deseja.
  • Não emagreça apenas porque alguém diz que você não é bonita gordinha. Se a sua saúde vai bem, aprenda a ser feliz, se sentir bonita e sem culpa em se vestir com peças GG, 46 ou acima destes tamanhos.
  • Use maquiagem se quiser, qual quiser e da forma que preferir usar.
  • Se estiver afim, use batom vermelho até mesmo de dia. E daí?
  • Ou, ainda, não use maquiagem alguma. A escolha é só sua!

O importante é você se sentir você, em sua essência, de bem consigo mesma. É libertar-se de padrões impostos. 

Libertar-se é você ficar livre para decidir ser cacheada, lisa, gordinha, magra, fitness, usar ou não maquiagem. Isso é uma forma de liberdade de escolha.

Então, escolha: ser livre e realmente feliz com você mesma, ou aprisionar-se na ideia de querer agradar aos outros?

Ser feliz consigo mesma e tentar agradar os outros frequentemente são coisas opostas.

Eu escolhi ser feliz comigo e tomar decisões sobre o que faço com a minha aparência apenas por mim mesma. Desde então, estou mais leve – mesmo pesando mais do que dizem que devo pesar.

Príncipe não existe. Disso você sabe – pelo menos lá no fundo. Então não vamos entrar no mérito daquele cara que vem cavalgando elegantemente num cavalo branco, com cabelos sedosos, cheiroso, fazendo uma declaração de amor à sua janela ou te salvando de apuros. Histórias parecidas podem até existir, mas os homens (e mulheres) dessas histórias não são perfeitos, e com certeza têm defeitos e situações chatas para contar um do outro. Aliás, se têm história parecida com conto de fadas, ocorreu só uma vez e pronto. Voltaram a errar como todos erram, em menor ou maior quantidade.

É fato: Os mais belos e duradouros relacionamentos que conheço são aqueles baseados em sinceridade e aceitação do outro. Às vezes tem aquela puxada de orelha básica, justamente por causa dos defeitos, mas eles sabem que são um pro outro o amor da vida. E não se largam, nem se deixam de amar, por defeitos e baixos da vida – sabem que os altos valem mais a pena de serem lembrados e vividos.

Daí vem os perfeccionistas: “Isso é comodismo”. Até onde sei, enxergar que não existe ninguém perfeito e que muito menos eu sou perfeita, é realismo, não comodismo.

Aliás, quando digo para aceitar alguns defeitos e conviver com isso, desde que haja qualidades realmente boas na relação, não quero que entendam isso como aceitar o desrespeito. Por experiência própria e de casais conhecidos, mais uma vez: a relação dá certo quando há respeito. Não aceito ouvir que o cara (ou a mulher) “não respeita, mas é uma pessoa carinhosa”, ou qualquer outro elogio depois do “mas”. Sem respeito não dá! Não há outra qualidade do outro que compense o desrespeito, para uma relação durar a longo prazo.

Quando se ama alguém, a pessoa sabe que as diferenças entre os sexos, a educação, personalidade, os gostos, etc; fazem parte. É até gostoso. Às vezes também é irritante. E outras, engraçado – quase sempre.

Quer saber? O cara que parece ser um príncipe, de duas uma: Ou é gay (fortes evidências) ou quer apenas mais uma conquista. Mais uma vez, é melhor preferir os “sapos”, não? Eles sim, há mais chances de serem perfeitos para amar.

Após quase 4 meses de noivado e algumas pesquisas sobre os preços que envolvem uma festa de casamento – lugar de cerimônia e festa, horas do fotógrafo e filmagem, assessoria, decoração e principalmente buffet -, e quase cair durinha no chão ao ver o total das contas por baixo, cheguei ao noivo com a hipótese de não fazermos festa e só caprichar numa cerimônia bonita. Com lembrancinhas aos convidados, só pra não passar batido.

Vou aqui me estender a explicar por tópicos. Tanto aqueles a favor quanto contra a festa.

Acompanhe-os e veja se concorda!

Os contras da festa…

1. Os gastos
Tinha de ser o primeiro item, já que é o que causou a dúvida. O que pesquisei, mesmo um mini wedding, custaria cerca de 15 mil reais pra 100 convidados. Coquetel tem pouca diferença do buffet com jantar. O que não é tão abusivo, no máximo, é o “bolo com champanhe” servido aos convidados após a cerimônia. Mas, né, sem graça.

2. Com esse dinheiro, dá pra fazer uma bela viagem
Com o dinheiro gasto numa festa, mesmo que simples, já dá pra fazer uma baita de uma viagem de lua-de-mel! E são dias de boas recordações contra uma noite (abaixo descrita).

3. Com esse dinheiro, dá pra comprar móveis melhores ou matar parte da dívida da casa
Não dá pra não pensar que com 20 mil a casa ficaria bem mais bonita, decorada e equipada. Ou que daria pra matar um bom montante de parcelas do apartamento (a ser comprado por enquanto).

4. Festa mal aproveitada pelos noivos
Tirando os fatores financeiros, há esse fato ainda. Enquanto é um prazer agradar as famílias e amigos que tanto apoiaram, os noivos só aproveitam a valsa e talvez os mimos dos convidados, que prestam atenção ao casal. Agora… dançar, comer, conversar, nunca vi noivos conseguirem fazer e realmente aproveitar! O tempo todo praticamente é dedicado às fotos, a passar nas mesas, e às vezes pro noivo coletar grana dos convidados. Tudo faz parte da festa, ok. Mas será que vale os mais de 20 mil reais gastos?

5. Apesar dos gastos, ainda ter gente falando mal
Ou falando mal da festa, ou da noiva (ou do casal mesmo), das atitudes dos noivos na festa, do salgadinho, do jantar, da disposição das mesas… Etc etc etc. Já ouvi muito de canto de orelha, viu. E gente invejosa e/ou mal intencionada é, quase sempre, inevitável.

O que sentiria falta sem um festa…

1. A lembrança do casamento
É claro que numa cerimônia já poderia guardar lembraças através das fotos, de filmagem, de um belo discurso do padre, as palavras ditas pelos noivos, e os rostos orgulhosos e chorosos dos amigos e familiares.
Mas seria no máximo 1h30 de cerimônia, contra horas de uma festa. Seriam bem mais lembranças…

2. Não ter a valsa, momento único entre os recém-casados
Acho que desde menina, quando me imaginava casando, além do momento de entrar pelo corredor até chegar ao noivo, eu imaginava a valsa. Acho que toda mulher que espera se casar espera esses dois momentos únicos do casamento, em especial.
(Se bem que dá para os noivos dançarem uma valsa depois, sozinhos, no local que dormirem, ou na super viagem que pode ser feita. Quem sabe em Veneza? <3) 3. Não poder dar a alegria de uma festa aos convidados queridos
🙁

4. Não poder se divertir ao planejar a festa, com decoração do seu jeitinho e do noivo
Se eu não fizer mesmo festa, esse item com certeza me afetará. Uma festa que nunca tive, e nunca teria.

5. Festa de casamento é uma festa que deve ser única
Bons móveis podem ser comprados depois, parcelados. Viagem inesquecível também. Uma festa de casamento é a única da vida (ao menos queremos isso).

O peso na balança está bem equivalente. E as dúvidas entre os noivos desse lado de cá, permanecem!

Só decidiremmos após outubro, quando começaremos a ver aonde nossa vida e nosso dinheiro nos levará.

O que você acha sobre festa de casamento?