Acho que a maior dificuldade em começar a emagrecer é o nosso pensamento.

Pensar magro é algo muito difícil pra quem adora comer! Aliás, adorar comer já é, em sim, um pensamento gordo.

Afinal, adoramos mais nos sentir bem e a possibilidade de viver mais ou comer lanches, pizzas e beber bebidas calóricas em excesso?
Temos que, literalmente e figurativamente, colocar esses dois pesos na balança.

Temos que parar de pensar gordo!

Se você quer emagrecer e manter o peso saudável, tem que mudar seu pensamento antes de qualquer regime, exercício, etc. Isso, sim, é reeducação alimentar.

Caso 1: Comparando preço e quantidade

Quando vamos a um restaurante – digo por mim há algum tempo e pelo meu noivo (que também está começando o processo de emagrecer) -, comparamos o preço e quantidade das bebidas e alimentos e concluímos sempre: a diferença de preço é pouca em relação o quanto vem mais!

Só nos esquecemos que, além de pagarmos um pouco mais do bolso, pagamos mais da nossa saúde e da forma física. Enquanto “economizamos” comendo mais pelo menor valor, estamos consumindo mais calorias.

Será que essa economia compensa?
Ou será que ela irá tomar seu tempo futuramente (ou já) ao você ter que praticar exercícios mais intensos e comer bem menos?

Portanto, minha primeira mudança de pensamento é essa: vou pegar a menor porção, que é o suficiente pra eu me satisfazer, não me importando se a porção maior compensa financeiramente! Ela não irá compensar de maneira alguma, no fim.

Caso 2: Se abusou, abusa um pouco mais.

Esse é um pensamento que ainda tento mudar! Sabe aqueles dias em que já comemos mais do que deveríamos e surge um doce ou uma pizza de calabresa pra você comer? Aí vem o tal pensamento: “o que é um pum pra quem está cagando?” – como diria a conhecida frase. Mas é claro, não é bem assim.

Se você já abusou, qual o sentido de abusar mais? Depois do abuso mais outro abuso, fica sempre o arrependimento. Depois de um abuso, se maneirarmos no mesmo dia, o saldo de calorias será menor!

Ou seja, esse pensamento não faz sentido algum. Se está na merda, maneire! Serão menos calorias pra descontar na caminhada ou no seu exercício físico.

Caso 3: Aproveitar a escapadinha pra comer ingredientes extras.

Quando escapamos para uma lanchonete ou pizzaria, podemos pensar que, já que estamos ali, pode pedir o X-Tudo ou a pizza de calabresa. Tais ingredientes “extras” geralmente são: bacon, calabresa e ovo frito. Os mais calóricos!

Novamente: que sentido faz você pedir um lanche com os extras que só irão prejudicar seu processo de emagrecimento?
O que custa se contentar com a opção menos gorda?

No processo de emagrecer, pensamos que nunca mais iremos comer bacon, calabresa, ou outro alimento hipercalórico que “adoramos”. Mas o fato é que você precisa emagrecer e, para isso, precisa fazer sacríficios como cortar ou diminuir drasticamente tais alimentos! Quando você estiver em forma, você pode matar a vontade de tais coisas de vez em quando. É claro que não será sempre, se esse é o seu costume. Mas irá se contentar!

Eu ouvi várias pessoas que emagreceram dizendo que, quando magro e em forma, você sabe o quanto sofreu para chegar ali e o seu corpo já se acostumou com sua nova vida saudável.

De duas uma: ou você não fará mais questão de tais alimentos, e não será um sofrimento não pedí-los, ou irá comer e perceberá que sua digestão será mais lenta e, às vezes, pode gerar dor de cabeça e asia. É o corpo respondendo que não está mais acostumado a digerir aquela quantidade de gordura e que não precisa mais dela!

Caso 4: Pedir sobremesa após o almoço porque todo mundo pediu.

Esse é um hábito dificil de deixar de lado, eu sei bem disso! E quantas vezes eu perdi a força e pedi a sobremesa? Várias. O que ocorreu depois foi arrependimento, embora o doce estivesse uma delícia – infelizmente, fazer o que? Mas mais delícia ainda é pensar que você resistiu com bravura e poupou as calorias a favor do seu emagrecimento mais rápido!

Uma dica que ouvi certa vez de um médico endocrinologista foi: “Deu aquela vontade de comer um doce após a refeição? Tome um café adoçado!”. O café, se você gosta, é uma ótima opção e realmente nutre a vontade por algo doce! Além disso, dará um ânimo extra pra você continuar seu dia. Além de ser diurético e oferecer outros benefícios – claro que quando consumido moderamente.

Outra opção é comer uma fruta, como o morango que é docinho ou damasco.

Iogurte de colher também é uma deliciosa opção pra substituir a sobremesa.

E, por fim, a opção que sempre escolho é o Yakult, já que é docinho e ajuda o intestino a funcionar melhor.

Caso 5: Estar com amigos no bar e beber mais do que devia.

O bar na companhia de amigos é um ambiente propício a beber mais do que se deve pela alegria e interação social que oferece. Eu mesma ainda não consegui deixar de pedir ao menos uma bebida alcoolica quando estou nesse ambiente! É díficil – ainda mais pra uma amante de cerveja.

O que devemos nos forçar – e agora falo pra mim mesma também, já que não aprendi ainda – é aprender a gostar mais de bebidas não alcoolicas e pedir sucos nesses ambientes. Ou apenas um copo da sua bebida alcoolica, e nada mais!

Você ainda se divertirá e irá interagir sem a bebida alcoolica. Esteja ali para conversar e se divertir, e não pra beber apenas!

Se é aquela sexta que está estressado e precisa de um a cervejinha, beba um copo. Ou segure a vontade e desestresse fazendo outra coisa: como jogar algo, namorar, caminhar… Há outras opções que desestressam.

Aliás, ainda farei um post aqui comparando as bebidas alcoolicas para achar a melhor opção entre elas, no quesito calorias. Você pode encontrar uma opção menos calórica pra essa sua fase de emagrecimento! Mas claro, consuma pouco.

Na próxima vez eu prometo a mim mesma: vou pedir um copo de bebiba alcoolica, e continuar com um suco!

Esse é meu primeiro post sobre emagrecimento. Postando sobre o assunto por qui será uma forma de eu lembrar a mim mesma de “pensar magro” e de ajudar quem está na mesma situação que eu: lutando pra gostar mais de si mesmo do que de comida.

Bom exercício pra nós! Dessa vez, exercício mental.

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