Príncipe não existe. Disso você sabe – pelo menos lá no fundo. Então não vamos entrar no mérito daquele cara que vem cavalgando elegantemente num cavalo branco, com cabelos sedosos, cheiroso, fazendo uma declaração de amor à sua janela ou te salvando de apuros. Histórias parecidas podem até existir, mas os homens (e mulheres) dessas histórias não são perfeitos, e com certeza têm defeitos e situações chatas para contar um do outro. Aliás, se têm história parecida com conto de fadas, ocorreu só uma vez e pronto. Voltaram a errar como todos erram, em menor ou maior quantidade.

É fato: Os mais belos e duradouros relacionamentos que conheço são aqueles baseados em sinceridade e aceitação do outro. Às vezes tem aquela puxada de orelha básica, justamente por causa dos defeitos, mas eles sabem que são um pro outro o amor da vida. E não se largam, nem se deixam de amar, por defeitos e baixos da vida – sabem que os altos valem mais a pena de serem lembrados e vividos.

Daí vem os perfeccionistas: “Isso é comodismo”. Até onde sei, enxergar que não existe ninguém perfeito e que muito menos eu sou perfeita, é realismo, não comodismo.

Aliás, quando digo para aceitar alguns defeitos e conviver com isso, desde que haja qualidades realmente boas na relação, não quero que entendam isso como aceitar o desrespeito. Por experiência própria e de casais conhecidos, mais uma vez: a relação dá certo quando há respeito. Não aceito ouvir que o cara (ou a mulher) “não respeita, mas é uma pessoa carinhosa”, ou qualquer outro elogio depois do “mas”. Sem respeito não dá! Não há outra qualidade do outro que compense o desrespeito, para uma relação durar a longo prazo.

Quando se ama alguém, a pessoa sabe que as diferenças entre os sexos, a educação, personalidade, os gostos, etc; fazem parte. É até gostoso. Às vezes também é irritante. E outras, engraçado – quase sempre.

Quer saber? O cara que parece ser um príncipe, de duas uma: Ou é gay (fortes evidências) ou quer apenas mais uma conquista. Mais uma vez, é melhor preferir os “sapos”, não? Eles sim, há mais chances de serem perfeitos para amar.

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  • Dayse Lúcia de Almeida

    Os sapos é que são verdadeiros príncipes!