O Mulherando foi feito para informar e indicar as melhores opções de produtos, a melhor maquiagem para você (ou não), ensinar receitas e artesanato. Tudo para ajudar. Este post é sobre um assunto diferente, mas ainda assim com essa intenção de informar.

Quem acessou o Mulherando de ontem, das 18h30 até hoje de manhã, pôde perceber que ou o blog estava instável ou fora do ar. Isso porque eu corri para colocá-lo no ar novamente. Não, não deixei de pagar o serviço de hospedagem do blog – que para quem não sabe, é pago, por ser .com.br e eu querer o sistema de blogagem WordPress completo. Sempre deixei aqui tudo bem caprichado e nunca tirei ele do ar desde que iniciei com ele, em abril deste ano. Porém, ontem houve essas falhas. Venho comunicar que não foi por minha culpa.

A minha ideia com este post não é reclamar por reclamar, ou fazer o famoso “mimimi”, mas mostrar a vocês que não devemos aceitar abuso de poder em lugar algum! Nem que esse abuso seja de um serviço pequeno. Temos sempre que bater de frente e buscar nossos direitos, ou quase todo lugar que preste quaisquer serviços abusam do pouco poder que tem e não mostram as alternativas aos clientes – de forma que impeçam que tais clientes tenham controle do que foi pago ou contratado. Não digo controle total, mas a partir de um ponto, o controle é seu, sim!

Sofri com tal abuso ontem e foi por isso que o blog saiu do ar. E foi por isso que tive que parar o meu trabalho para tomar conta do Mulherando, que estava sendo bem visitado graças a uma divulgação feita.

Eu hospedava o blog no Pre-lude.com, e até ontem estava tudo bem. De repente, recebo um e-mail do meu WordPress avisando que tinha uma nova administradora em meu blog: uma funcionária do Pre-lude. Não entendi e fui perguntar à ela o que estava acontecendo e porque acessou meu blog como administradora, educadamente. Ela explicou que meu blog ultrapassou o limite contratado e por isso ela se sentiu na liberdade de entrar em meu blog com o tipo de usuário que só eu tenho aqui. Tudo isso, para instalar um plugin (ferramenta) que economiza memória a cada visitação nova em meu blog, e assim, economiza espaço no servidor dela.

Vou desconsiderar o fato de que este tipo de plugin faz com que as atualizações em meu blog demorem a aparecer. O problema não foi, definitivamente, entrar em meu blog e adicionar este plugin, mas sim o fato de não me avisar que o Mulherando estava ocupando mais espaço do previsto e não sugerir as soluções. Como eu contratar um plano maior ou eu mesma instalar esse plugin. Ela alegou que precisa de conhecimento para instalar esse tipo de plugin, mas quem cuida de todo o blog, desde o layout até o código e plugins, sou eu! Ou seja, eu teria capacidade de fazer isso. Nem que fosse com o auxílio de alguém mais experiente. Não importa… Não houve aviso algum! Apenas um acesso a uma área que ela não deveria estar sem o meu consentimento.

Não é que eu não confie que ela não iria alterar mais coisas aqui, mas só de instalar algo que eu nem sabia que seria instalado, já errou umas três vezes seguidas. É como se eu tivesse estrapolado o serviço e, a partir de então, ela tem “o direito” de fazer o que quiser – porque estou infringindo algo que nem tive conhecimento. Como vou saber que meu blog tomou mais espaço do contratado e que culpa eu tenho de ele receber mais visitas que antes?

Após eu reclamar que isso deveria ser avisado, eu também exclui o usuário administrativo dela em meu blog. Ela perdeu ainda mais a postura profissional e tirou o Mulherando do ar dizendo que, por eu ter excluído o usuário dela e não confiar no serviço (depois de tudo isso, só faltava eu confiar), ela estava suspendendo minha conta. Suspensão que, segundo ela, já teria ocorrido em outros serviços de hospedagens. Papinho pra boi dormir… Porque isso não acontece no Uol Host – uma grande hospedagem no Brasil. Eles comunicam qualquer coisa que pretendem fazer!

Na verdade, eu já tinha contratado o Uol Host porque estou com um projeto de outro blog e coloquei meu portifólio lá também, mas pretendia migrar o Mulherando para lá em outubro, quando fosse mudar o visual do blog. Nesse pouco tempo que fiquei no Uol, tive a autonomia de administrar por mim mesma e também a ajuda deles para fazer coisas que estava só no poder deles, mas ainda assim até me telefonavam para resolver alguns problemas e atrasos que houveram.

Agora que o Mulherando está no Uol Host, creio que o acesso e navegação será muito mais rápida, porque tem o limite de tráfego ilimitado e muito mais espaço que antes, portanto, só melhorou para mim e para quem visita o blog.

Ontem no Twitter do Mulherando eu coloquei as seguidoras a par da situação e tive apoio. Logo após, a mocinha do Pre-lude disse que não havia necessidade de difamá-los, o problema é que eu disse apenas a verdade. Vamos ver o que significa o termo difamação: “Acusação contra a honra e a reputação de alguém, com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública; calúnia”. Enquanto que calúnia é uma “acusação falsa, mentira”. Eu não menti. Além disso, minha ideia não é atingir a pessoa, mas sim o serviço! Que fez sim coisa errada e é direito de todos saber o que acontece numa empresa que não tem nem um contrato no ato da assinatura de um plano ou um termos de serviço, aonde expresse os direitos de ambas as partes.

E ainda depois de todo o abuso, após eu não aceitar isso – sempre me expressando de forma educada -, o serviço tirou meu blog do ar e fez eu perder meu tempo mais do que eu perderia se eles avisassem sobre o problema ocorrido. É como se tivessem tirado o blog do ar para mostrar autoridade ou punição por eu ter questionado a autoridade deles. É como crianças no videogame: “O controle é meu e não deixo mais você brincar!”.

Se vamos nessa de “difamação” e nunca reclamar de nada por insegurança ou preguiça, vamos sempre perder o dinheiro e a saúde à toa. Ao menos eu me estresso por um ou mais dias, mas busco meus direitos e alerto a todos que eu puder sobre o tipo de serviço que foi oferecido, para que ao menos estas pessoas estejam cientes do que compram – como são todos os meus posts sobre beleza e, principalmente, de resenhas. Por isso este post tem a mesma função. Ultimamente já fui ao Procon por causa do Privalia, que mesmo assim demorou cerca de 6 meses para devolver o dinheiro de compra de um produto enviado com defeito, e não desisti até conseguir o dinheiro semi-corrigido de volta.

Ou seja, não é pelo dinheiro, mas pelos meus direitos! Não importa se pago barato por um produto ou serviço – como no caso do host -, mas esse valor foi oferecido pela empresa como sendo justo. Se eu pago por um serviço que a própria empresa julga que é justo, então eu tenho meu direito de privacidade como compradora. A empresa não está fazendo favor algum em fazer isso ou aquilo sem a minha permissão, mas sim um abuso de poder.

O serviços de e-mail, por exemplo, são gratuitos, nem por isso eles têm o direito de acessar nossas contas para fazer modificações a favor deles.

Tomem este caso como um exemplo e nunca deixem ninguém abusar de sua privacidade ou quaisquer outros direitos só porque o serviço não atende o que você contratou ou comprou, o dever deles é te informar sempre e indicar soluções. Às vezes, podem oferecer até um serviço mais caro e melhor, portanto, eles também ganhariam com isso. Porém, como visto, há empresas que preferem ultrapassar a barreira de seus direitos e não pensam que eles poderiam ser éticos, responsáveis pelos atos, e que ainda lucrariam com esta atitude que seria a certa.

Se necessário, busquem o Procon, um advogado, ou divulguem – como estou fazendo. Nem que o problema seja mínimo, mas que ainda tenha te afetado de alguma forma. Senão, como eu disse, muitas empresas podem abusar do poder porque ninguém nunca faz nada. Diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, onde os direitos do consumidor são rigidamente obedecidos. Lá, não há empresa que abusa dos direitos do consumidor e, se acontece, é punida num piscar de olhos. Isso porque não há comodismo por parte dos consumidores, que sempre vão atrás dos direitos nas autoridades competentes – que funcionam mais que no Brasil, infelizmente.

Concluindo, acho que vale muito a leitura do Código de Defesa do Consumidor (em PDF através do site do Procon), de todos – empresa e consumidor. Afinal, todos somos consumidores. E o Código pode ser mais valorizado e levado a sério se tomarmos uma postura diferente.

O Pre-lude devolveu o dinheiro de minha última mensalidade e fez o backup que pedi, mas ainda assim, rendeu uma dor de cabeça – literalmente e figurativamente.

Para finalizar, julguem por vocês mesmos o meu caso. Registrei tudo por e-mail para que vocês vissem o desenrolar da história. A montagem da conversa (sem mudar nenhuma palavra, mas com comentários meus em vermelho) está abaixo (clique para aumentar).


Fiquem atentos!

email
  • Ana

    a Prelude e o tal “abuso de recursos”, né? Quando eu era do Plastic Fantastic nós hospedamos o blog por lá e tivemos o blog retirado do ar por “abuso de recursos”. Resolvemos mudar de servidor, mesmo depois da Grace dizer que qualquer provedor reclamaria disso também. Claro que o novo provedor NUNCA reclamou disso, NUNCA nos acusou de abusar de recursos e NUNCA tirou o blog do ar.
    Por essas e outras que às vezes penso em trocar o servidor do meu blog pessoal (que é Prelude).

  • @Ana, pois é! E eu nem conheço ela, nunca tive contato com ela… Não é alguém que conheço e confio, de jeito algum. Minha intenção não é que ela perca clientes, mas que os clientes vejam por si mesmos os erros da empresa. E se isso faz com que ela os perca, é porque há algo errado com o serviço que ela oferece. Não é?

    Obrigada por compartilhar seu relato! 🙂

  • Bom, eu sou cliente do Pre-Lude há alguns anos e já, e posso dizer que nunca me incomodei. Pode ser pelo fato de eu nunca ter ultrapassado o limite de tráfego e tal, mas pelo contrário, sempre tive bom atendimento e sempre consegui resolver as coisas com facilidade.
    Logicamente, cada caso é um caso. Claro que somos nós, os usuários, que devemos controlar limite do tráfefo, mas até onde eu sei, quando o mesmo é ultrapassado, a empresa cobra esse valor do usuário, não tira do ar.
    Eu acho que você fez o que era necessário, realmente eles não tinham direito de fazer algo assim sem a permissão, até porque, confiando ou não, ninguém se sentiria a vontade com algo assim.
    Mas volto a dizer, cada caso é um caso, eu nunca me incomodei e sempre fui bem atendida.
    E é bom sempre contar as suas experiências pros outros 🙂

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  • Olá Vivi,

    Eu te falei no email que o erro foi meu. Não queria tirar seu blog do ar e instalei o plugin para te ajudar, pois era uma caso de urgência. Não podia esperar seu retorno. Foi uma decisão minha e pedi desculpas e devolvemos o dinheiro pelos dias não usados. Claro que eu entendo que você não entendeu isso, mas deixo claro que a intenção era te ajudar. Eu errei, assumo meu erro e tentei de recompensar. É isso.

    Boa semana.

  • Tudo bem Grace, mas eu entendi que você acabou tirando o blog do ar porque não concordei com a atitude. Como profissional de um host, realmente não entendi o ato. Tanto como entrar e instalar o plugin, e não me avisar antes (dei meu telefone em meu cadastro, aliás), quanto tirar do ar quando eu disse que não concordei – se eu tivesse a possibilidade de comunicação, pagaria a mais a você, pelo menos até mudar de host.

    Não é pessoal, obviamente. Só não concordei com o seu serviço, apenas. Já passou, o blog ficou bem, mesmo após eu ter q passar boas horas da madrugada correndo atrás de migrar com pressa. Espero que você continue ganhando clientes, mas que também considere se comunicar mais com eles, senão acontecerá o mesmo – cliente não gostar e divulgar – e não é bom pra sua empresa.

    Abraço!

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